“É a primeira vez que fazemos uma série de questionamentos sobre o papel da biblioteca e dos operadores sociais de conhecimento, os bibliotecários”, disse o curador da exposição, Marcos Galindo, em entrevista à
A mostra tem início com a obra A Criação de Adão, de Michelangelo. “Para iniciar a exposição, escolhi o toque do dedo de Deus em Adão. A partir daí, a exposição começa a contar como o conhecimento se tornou um instrumento da centralidade, dominado pela Igreja e, com a chegada das universidades, no século 11, como ele começou a se libertar, transformando-se no conhecimento laico”, explicou Galindo.
O último módulo da exposição apresenta o que se imagina a biblioteca do futuro, mostrando também como as pessoas, no passado, imaginavam que seria a biblioteca hoje. “Esse exercício foi colocado como uma forma de provocar reflexão sobre o momento atual e sobre as possibilidades futuras do acesso”, disse Galindo.
Para ele, a biblioteca não vai morrer no futuro, como alguns, que já decretaram a morte dos livros, podem apostar. Galindo acredita que esses espaços vão se adequar a uma nova realidade. “Grande parte das coleções das universidades e das bibliotecas públicas já é adquirida em livro digital. Em países desenvolvidos, como os Estados Unidos, 67% das bibliotecas têm coleções robustas em livros digitais, com 100 mil títulos disponíveis. E as bibliotecas no Brasil estão caminhando para isso."
A visita à exposição é aberta ao público e é gratuita. Mais informações sobre a exposição e acesso ao catálogo em versão impressa ou em audiolivro podem ser obtidos no site http://www.sibi.usp.br/30anos/ .
Elaine Cruz; Agência Brasil

